Ácido Carboxílico

11/24/2009

24 de Novembro de 1991: O Dia em que a Terra Parou.

Filed under: Uncategorized — Renata Bruscato @ 12:30 AM

Há 18 anos, na noite do dia 24 de Novembro do ano de 1991, a Terra não parou, mas deveria. Naquela noite fatídica, o mundo perdeu uma das personalidades mais importantes da história da música, uma das vozes mais poderosas de todas as épocas… Depois do pôr-do-sol de 24 de Novembro de 1991, o mundo se despedia de Freddie Mercury.

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O Ácido Carboxílico é um blog destinado a textos literários na maior parte do tempo, mas é impossível não dedicar um artigo um pouco menos literário, mas talvez nem tanto assim, a essa grande personalidade que completa, hoje, seus 18 anos de morte. O artigo é um pouco longo, mas mesmo assim peço que leiam.

“Diria que sou um homem de extremos. Tenho um lado delicado e um lado difícil. Posso ser vulnerável e, ao mesmo tempo, muito forte. Não tenho meio-termo.” – Com essas palavras, Freddie Mercury descreveu a si mesmo e, ao examinar sua biografia, percebemos facilmente que não estava equivocado.

Nascido no dia 5 de setembro de 1946 em Zanzibar, uma ilha africana que na época fazia parte do território inglês, recebeu o nome Farrokh Bulsara, embora tenha vivido grande parte da sua vida sob o nome que ficou mundialmente famoso.

 

Freddie quando jovem

Foi no ano de 1955 que foi estudar num internato na Índia, onde montou sua primeira banda, os “Hectics”. Fazia muito sucesso nos festivais escolares, e mesmo sendo uma banda considerada alternativa, o garoto dentuço que tocava piano era popular até mesmo entre os professores. Freddie sempre foi um bom aluno, não se destacando apenas na música. De todas as aulas, só não se dava muito bem em educação física, mas demonstrou muito talento para o desenho. Gostava muito de fazer retratos, e foi assim que acabou aperfeiçoando essa habilidade. Com o tempo, descobriu que gostava mesmo era de criar novos modelos de roupas. Mesmo com tanto talento para o desenho, não conseguia esquecer a música, e ao expressar o desejo de investir no ramo musical, foi aconselhado a continuar com as artes gráficas. E foi isso que ele fez.

Por motivos políticos, a família Bulsara mudou-se para Feltham, no Reino Unido, e foi lá que Freddie ingressou na faculdade de ilustração gráfica. Durante o curso, acabou fazendo amizade com Tim Staffell, que na época mantinha uma banda chamada “Smile” com os amigos Brian May e Roger Taylor. Levado pelo seu ainda forte interesse pela música, Freddie começou a frequentar os ensaios, e volta e meia dava suas opiniões. Escrevia músicas novas e mostrava aos membros da banda, dava sugestões de como deveriam ser os arranjos das músicas que eles já tinham… Cansado de tudo isso, Staffell deixou a banda e, sabendo do talento que ele tinha, os outros membros permitiram que Freddie assumisse o vocal. Começava assim a banda que, desde essa época, adotou o nome que carregaria para sempre: “Queen”. Nas palavras do próprio Staffell, “Fico feliz de ter saído, ou o mundo nunca teria o Queen.” Acho que todos nós concordamos com ele.

Com todas as emoções e ideias novas que a banda trouxe, Farrokh resolveu mudar de nome. Já tinha o apelido Freddie, e o nome Mercury surgiu numa música, “My Fairy Queen”, onde, falando de sua mãe, dizia: “Mother Mercury, look what they’ve done to me”. Já que Mother Mercury era sua mãe, ele deveria também se chamar Mercury. Os colegas de banda não achavam que ele realmente fosse mudar de nome, mas foi até o cartório e o fez. “O antigo Bulsara ainda estava lá, mas para o público ele seria este novo personagem, um Deus.”

 

Mary Austin

Ao contrário do que algumas pessoas pensam, Freddie não foi sempre gay. Conheceu e se apaixonou por Mary Austin, com quem manteve um relacionamento por seis anos, e mesmo quando Freddie percebeu que era homossexual e eles se separaram, continuaram sendo amigos e Mary fez questão de apoiá-lo na decisão que tinha feito. Diana Moseley, estilista de Freddie, fez a seguinte declaração quando comentaram uma vez sobre a sexualidade do cantor: “Freddie não precisava gritar para provar nada, ele vivia gay.”

 

Convidados de uma das festas de Freddie

Uma das figuras... peculiares que frequentavam as festas

E não foi só por causa do seu enorme talento musical que o nome Mercury ficou conhecido. Suas festas também eram famosas: repletas de sexo, drogas e rock n’ roll, chegavam a durar semanas, de modo que os convidados dormiam por lá mesmo, ficando dias sem voltar para casa. Existem alguns relatos sobre a festa de 39 anos de Freddie. Um dos convidados comentou que precisaria consultar o advogado antes de revelar qualquer tipo de detalhe do que acontecia lá dentro. Já o engenheiro sonoro Trip Khalaf não teve escrúpulos ao relatar o que viu: “Entrei na festa e havia anões, duendes, ogros e ladrões, bailarinas, travestis, transexuais e algumas pessoas do terceiro sexo também. Havia um anão coberto de fígado em uma bandeja, e quando alguém passava a espátula ele se sacudia todo, e o prato de fígado tremia. Parecia um prato de patê dançante.”

Outra declaração, talvez a mais explicativa de todas, referia-se às festas simplesmente assim: “Irei para o Inferno por isso”. Nas glamurosas festas os convidados deveriam se vestir como a sua personalidade favorita. É claro que Freddie foi dele mesmo.

 

Freddie e Montserrat

Um de seus álbuns gravado paralelamente com o Queen, em 1988, chama-se “Barcelona”, e conta com a participação da soprano Montserrat Caballé. O álbum é considerado um marco revolucionário da ópera. Freddie sempre sonhara em gravar um disco com Montserrat, e ficou extremamente animado quando teve a chance. Os dois, juntos, compuseram as dez músicas do álbum em apenas uma noite. “Recebi outras propostas para realizar duetos com alguns colegas, mas precisa ser algo muito especial que dê sequência ao que Freddie e eu fizemos.”, disse uma vez a soprano.

 

 

 

Depois de ter assumido sua sexualidade, Freddie teve diversos amantes antes de achar o homem pelo qual se apaixonaria e com quem manteria uma relação estável até o fim de seus dias: Jim Hutton.

 

Jim Hutton, último amante de Freddie

 

Procurando emoção, Freddie passou um tempo em New York, e foi lá que assinou a própria sentença de morte. Freddie disse uma vez: “Vivo minha vida ao extremo. Todo dia é carnaval para mim.” E foi nesses extremos, nesse carnaval eterno que, em uma das orgias de que participava ou até mesmo na utilização de drogas, Freddie Mercury contraiu a tão temida AIDS.

Mesmo doente, Freddie não parou. Continuou a compor, cantar e gravar. Uma das últimas músicas compostas por ele foi “The Show Must Go On”, como se fosse um recado, uma mensagem para todos aqueles ao seu redor. Ele sabia o que estava acontecendo, ele sabia que a morte seria inevitável, e fez questão de dizer isso a todos. “Inside my heart is breaking, my make-up may be flaking, but my smile still stays on… [...] I’ll face it with a grin, I’m never giving in… On with the show!”

 

"King Mercury"

O dia em que Freddie realmente morreu foi o dia em que perdeu as forças que lhe restavam e não pôde mais se levantar para fazer o que mais gostava: Ser, como disse John Lennon, o “King Mercury”. 

A família e os amigos nunca confirmaram as suspeitas da mídia sobre a condição de saúde de Freddie, por isso foi uma surpresa para o mundo quando os jornais anunciaram que, na noite de domingo, 24 de novembro de 1991, morrera Freddie Mercury. O cantor havia entrado em estado de coma e falecido em menos de uma hora.

Tim, namorado de Freddie, mandou que avisassem Mary Austin, que mais tarde disse que, ao ouvir a notícia, foi como se seu coração tivesse parado. Não só ela, como milhares de pessoas ao redor do planeta, sentiram a mesma coisa.

Morria um homem. O mundo perdia um ídolo.

Surgia uma lenda.

 

 

 

“Descrever Freddie? Em uma só vida? Impossível!”

 

Queen

 

  • “Fez grandes discos”
  • “Louco de pedra”
  • “Têm um gosto duvidoso”
  • “Estrelas do rock”
  • “Musicalmente são ótimos”
  • “É tudo para mim”
  • “Sensacional”
  • “A banda é perfeita”
  • “Uma grande voz”
  • “O espírito do rock”
  • “Fabuloso”
  • “Majestosos”
  • “Extravagante”
  • “Grandes figuras do rock”
  • “Ultrajantes”
  • “Serão eternos”
  • “Extraordinários”
  • “Aproveitar o máximo da vida”
  • “Deuses”
  • “Verdadeiros campeões”
  • “Paixão pela música”

There Can Be Only One

 

6 Comentários »

  1. Lindo, lindo demais… Juro que me emocionei, realmente o mundo perdeu uns de seus maiores ídolos. Own, ficou maravilhosa a homenagem e eu como uma grande fã de Freddie Mercury agradeço toda a sensibilidade que colocou no texto. Ficou lindo, parabéns!

    Comentário por Nathane — 11/24/2009 @ 4:21 PM | Responder

  2. simplesmente o melhor dos melhores foi uma grande perda a mim caiu-me uma lagrima
    simple the best of the best

    Comentário por fernandogomes — 03/29/2011 @ 8:29 AM | Responder

  3. Eu posso ter apenas 15 anos,mas sou muito fan do Queen.Eu não tinha nascido ainda quando ele morreu,contudo posso sentir a dor que todos sentiram quando chegou a noticia de seu falecimento.Não importa se ele escolheu ser gay,se envolver em droas e etc,Freddie sempre será especial!
    Freddie you are the best!

    Comentário por Victor Eloy Andrade — 07/25/2011 @ 10:57 AM | Responder

  4. eu sou fa do Queen desde os 9 anos e procuro sempre sobre lembraças do Quem,agora tenho 12 anos e conheço todas a musicas do Queen,eu quando crescer quero criar uma banda chamada the pilgrims e quando eu morrer quero pedir que me enterrem ao lado do caixao de mercury

    Comentário por gustavo mmoura — 07/26/2011 @ 1:56 AM | Responder

    • Freddie ñ foi enterrado e sim cremado,suas sinzas estão espalhadas num jardim,e pra vc ser cremado lá vc precisa ser rico e famoso,espero q aconteça isso,tenha prestigio e viva como uma estrela,viva e seja como FREDDIE MERCURY,q encantou multidões,ele é eterno e agradeço a vcs por falarem tão bem dele.

      Comentário por Fredd — 02/04/2012 @ 7:22 PM | Responder

  5. Muita saudade do melhor cantor e pianista de todos os tempos…
    Simplesmente o melhor!!!
    Insubstituível!!!!

    Comentário por Paloma Alves — 02/09/2012 @ 1:56 AM | Responder


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